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Como lidar com a esposa alcoólatra

O alcoolismo é uma doença crônica e que pode dar origem a outras inúmeras complicações para o dependente. A lista de problemas é enorme, considerando não apenas os associados ao alcoolismo, como a depressão. O próprio uso abusivo da bebida acarreta uma série de graves transtornos, como a cirrose alcoólica (inflamação crônica do fígado), pancreatite alcoólica (inflamação do pâncreas), hepatite, gastrite, hipertensão, problemas no coração e síndrome de abstinência, que pode levar o paciente à morte.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que a doença acontece quando a ingestão diária de álcool atinge 60 gramas. Essa é uma média, mas pode variar. É muito difícil conviver com um familiar que tem problemas com bebida. Ao invés de tentar controlar esta pessoa ou fingir que o problema não existe é necessário ajudar, procurando primordialmente um especialista. Muitas vezes o doente se nega a buscar ajuda, esse é um dos sintomas: a não aceitação da doença. Mesmo assim essa ajuda precisa ser procurada, tanto para o alcoólatra como para a família.

Por se tratar de uma sociedade em que o uso do álcool não é considerado um comportamento ilícito, e também pela falta de clareza entre o que é beber socialmente, abuso e o que já caracteriza o vício, o acesso a essa substância no Brasil é relativamente fácil, fazendo com que ela seja muito popular. É comum vermos adolescentes ou mesmo crianças fazendo o uso dele e até grupos idolatrando a ingestão de bebidas alcoólicas e comportamentos de embriaguez.

Um primeiro ponto é que o alcoolismo não se dá de forma imediata. Geralmente se torna um hábito, tomando um papel de destaque na vida do sujeito. Embriaguez, alteração drástica de humor e, após o evento, vão se tornando cada vez mais frequentes: casos sucessivos de abuso do álcool. “Nós não imaginávamos que era doença, achávamos que era aquela bebedeira de final de semana comum nos churrascos que fazíamos, até que ela foi se estendendo para os dias da semana e mostrando que alguma coisa não estava normal”, conta Sofia Nastas, esposa de um alcoólatra em tratamento há três anos.

Sem saber que a cerveja do final de semana se tornou um problema, a família é atingida a partir da 2ª fase da doença, quando surgem os problemas paralelos, como acidentes de trânsito, violência, perda de emprego; cadência social, financeira e moral e a síndrome da co-dependência, isto é, a família torna-se também dependente da substância álcool. “É uma dependência neurótica, um alcoolismo sem beber, que provoca sofrimento e inúmeros desajustes”, afirma o psiquiatra Roberto Chaves.

“A família sofre junto, e ainda se sente impotente, pois a mudança e a vontade de sair dessa tem que partir deles, e não da esposa, pai, mãe ou filhos”, confessa a co-dependente Sofia.

O passo inicial deve ser buscar ajuda. Clínicas de internação são mal vistas por falta de conhecimento. “A maioria são lugares ótimos, onde se busca a desintoxicação, existe acompanhamento diário de médicos e psicólogos, palestras, grupos de debate, realização de atividades terapêuticas entre outras”, afirma a psicóloga Mariana Lapetina. Após procurar um médico, o tratamento deve ser iniciado rapidamente. Os médicos afirmam que não existe fim para a doença, ela apenas estará em eterno tratamento, por isso é necessário grande cuidado.

Não existe um tratamento ideal para o alcoolismo, por isso, os casos devem ser considerados individualmente. A partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa. “As recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas, e na maioria dos casos o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela”, declara o psiquiatra. “Pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra”, completa.

Em ambulatório, os tratamentos disponíveis são a psicoterapia cognitivo comportamental e a psicoterapia de orientação analítica, realizadas individualmente ou em grupo. Os grupos de autoajuda, como os Alcoólicos Anônimos – onde os alcoólatras contam e ouvem histórias e se ajudam mutuamente – têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que é indispensável para o bom andamento do tratamento.

É vital também ajudar o doente desde o começo, partindo do momento da aceitação da doença, até o tratamento diário que continuará após a internação, junto da frequência nos grupos como os Alcoólicos Anônimos. A família precisa estar unida e se fortalecer mutuamente para conseguir enfrentar essa fase, com determinação, fé e muito amor.

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Muito bacana este espaço! Meu marido me deixou e por isso estou aqui para compartilhar informações e coisas com quem está passando pelo mesmo que eu….  Obrigada ABC!

Bacana!

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