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"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente." Martha Medeiros
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Príncipes e princesas encantadas existem?

A conversa e o teor dela só poderia rolar na mesa do bar, no sempre terapêutico e revelador papo com um velho amigo de sentimentos. Que tipo de amigo é esse, infelizmente raro num mundo em que as pessoas praticam cada vez mais as conversas e amizades virtuais, via redes sociais, SMS ou aplicativos como o Whatsapp? Qual o valor deste amigo, real e de ouvidos atentos, perto daquele com que você “fala” a toda hora pelo celular, smartphone ou Facebook?

O velho amigo de coração, lembra das boas experiências do passado, dos personagens inesquecíveis de filmes e seriados antigos, de velhas canções que diziam muito sobre nós mesmos. E eles ainda sabem distinguir quem eram os nossos amigos de verdade ou pessoas que nos marcaram profundamente.

Alguns copos de cerveja em um boteco sem frescura, logo fazem os bons amigos refletirem sobre a vida. Um deles acabou um longo namoro porque não se via casado com a companheira de tanto tempo. O outro, pelo contrário, contava feliz, que estava decidido a se casar. Aconteceu então o que rola quase sempre que dois brothers não só de sentimentos, mas de valores, conversam sério. Acontece a frase mágica, sábia e perfeita, que só pode ser formulada e revelada numa mesa de bar depois de alguns copos virados. Conversando sobre as sonhadas mulheres ideais ou como deve ser a mulher perfeita, o amigo mais novo, mas já vivido, profere uma sentença exata como uma equação matemática sobre o amor.

Antes de revelar o teorema proferido pelo garotão de 27 anos, lembremos que todo adolescente e até gente crescida ainda sonha com o príncipe ou princesa encantada. Quando somos mais novos, babamos nas musas belíssimas ou gatos sarados, o ideal costuma ser o da beleza física.

Crescemos e mesmo se ainda valorizamos a beleza, procuramos também o valor do bom coração, da inteligência; e queremos alguém com quem possamos compartilhar gostos em comum, sejam eles no esporte, na cultura, em ambições profissionais etc. Claro que há os que procuram apenas se dar bem e encontrar quem financie uma vida melhor, mas isso é outro papo… A real é que mesmo já não se preocupando tanto com o corpo e aparências, as pessoas seguem idealizando seus parceiros ideais.

A idealização – estimulada todo diabólico dia pelos padrões da mídia e pelas pseudo celebridades que invadem nossos olhos pela TV, computador, celular ou tablete – é tão forte e presente que cai-se na bobagem de até lembrar das princesas ou príncipes que um dia cruzaram por nós ou, mais precisamente, nos atropelaram. Incrível quando mesmo depois de tomar o maior pé na bunda da história e sofrerem feito mocinho ou mocinha abandonada de romance água com açúcar, ainda existem masoquistas para lembrar de quem lhes chutou com a força de um zagueiro grosso e violento do futebol.

É um tal então do cara ou da moça resgatarem namorados ou antigos cônjuges, em pleno papo de bar, que não resta outra alternativa ao amigo sentado ao lado. Como o pistoleiro parceiro que invade o saloon e nos ajuda na pancadaria ou tiroteio iminente, o velho amigo saca com rapidez e bom senso: “Contos de fada não existem. E quando existem, eles acabam mal.”

O melhor depois do (a) saudosista tomar essa paulada é a risada sincera e o alívio que ele ou ela sente, como se fosse uma criança reaprendendo uma lição que não lembrava como fazer.

Melhor ainda, depois da constatação de que mulher e homem perfeito não existem, é a maturidade de valorizar as qualidades da pessoa que a gente ama, e deixar de lado ou não ligar para os defeitos. E essa pessoa, se não ficarmos enchendo o saco dela para que mude em isso e aquilo, pode apostar que crescerá muito ao nosso lado e até irá reparar alguns “defeitos” que faziam mal a ela. E o rolo compressor de equilíbrio e amor com tolerância e respeito vai mudar a gente também pra melhor.

Quer uma explicação mais formal, por alguém que estuda e trabalha com isso? A psicóloga Celi Piernikarz casou cedo com o namorado da infância, que era oito anos mais velho. O “príncipe” cuidava dela, lhe dava segurança, fazia-a sentir uma princesa. O casamento ruiu a idealização de menina rapidamente. O homem mais velho e experiente revelou-se um marido imaturo e sem capacidade para assumir e dividir responsabilidades básicas.

Portanto, larga de ser bobo ou tola de filminho romântico da Sessão da Tarde à procura da pessoa perfeita e tenta, desses filmes, apenas buscar um final feliz. Só lembre que esse final nunca chega e por isso devemos sempre nos esforçar para sermos felizes com a pessoa cheia de imperfeições – como nós! – que está firme ao nosso lado.

“Tamo junto!”, a gíria é sábia no casal maduro. O resto é fantasia juvenil ou o cruel massacre da mídia e parte da sociedade que só querem mais, mais e mais, às custas do bolso esvaziado e valores atropelados dos ingênuos, insaciáveis ou, de fato, vilões sem caráter.

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Muito bacana este espaço! Meu marido me deixou e por isso estou aqui para compartilhar informações e coisas com quem está passando pelo mesmo que eu….  Obrigada ABC!

Bacana!

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