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Traição financeira pode levar ao divórcio

A traição não se resume ao desejar, beijar ou se relacionar com uma pessoa fora do casamento. Ser infiel envolve questões como mentir, esconder, não confiar no parceiro e tomar atitudes que traem o princípio da união. Uma dessas atitudes infiéis é a traição financeira, que implica em esconder dinheiro do parceiro, compras, manter contas secretas, mentir sobre suas dívidas e rendimentos entre outras atitudes. Não é um ato de infidelidade física, mas gera as mesmas consequências: falta de confiança, brigas, crises no casamento e até separação.

Uma pesquisa encomendada pela revista americana Forbes constatou em 2011 que cerca de uma a cada três pessoas (31%) mentem para os cônjuges sobre dinheiro. Os casos mais comuns são esconder dinheiro (58%), pequenas compras (54%) e contas (30%). Também é significativo o número de pessoas que escondeu grandes compras (16%), mantém contas secretas (15%) e oculta suas dívidas e rendimentos (11% em ambos os casos).
“Uma pequena mentira é capaz de demonstrar que algo está errado na relação. Se há motivos para esconder do companheiro que fez uma compra ou tem uma conta exclusiva para guardar economias não há confiança suficiente”, afirma a psicóloga Sonia Gonçalves.

Descobrir que sua mulher te trai, que o seu marido tem uma amante, que ela ganha mais do que te conta ou que ele tem muito mais na poupança do que você imaginava: essas são as situações em que um dos dois fica com a sensação de que foi passado para trás. É difícil julgar qual tipo de traição é pior, pois em qualquer uma existe sofrimento. Para qualquer uma delas acontecer é porque a base do relacionamento não está firme o suficiente.

A organização financeira conjunta deve ser a primeira prática após duas pessoas resolverem se unir. Mulheres e homens têm comportamentos e visões diferentes em relação ao dinheiro, e isso também varia de casal para casal. Portanto, é necessário ter boa vontade e paciência para entender que cada um tem suas necessidades e suas maneiras de agir, e depois disso buscar um meio termo entre os parceiros, tentar unir os interesses dos dois. Claro que não é uma tarefa fácil enxergar o que o outro deseja. “Colocar de lado um pouco das suas vontades exige treino, mas é fundamental para a harmonia do casal”, afirma a especialista Sonia.

Algumas mulheres costumam esconder pequenas compras que fazem, fora do planejamento mensal. Uma solução para isso seria colocar todos os gastos na ponta do lápis, estabelecer quanto sobra e de acordo com esse valor se permitir os luxos do shopping. Caso contrário, essa leve escorregada poderá render dívidas e aborrecimentos para ela e para o marido, uma falta de responsabilidade.

O psicoterapeuta Alexandre Mattos diz que quando ocorre a infidelidade neste caso específico (esconder rendas e compras), “há a evidência de que essa relação de confiança não foi devidamente construída”. O dinheiro, para quem trai, assume o status semelhante ao amante. Deve ser escondido e é fonte de prazer.
No caso de esconder dívidas a questão é diferente e mais complexa. Pode estar relacionado à necessidade da pessoa de proteger o(a) parceiro(a) de aborrecimentos por conta de pendências ou porque quer, em ultima instância, tentar resolver seus débitos sozinha(o) – para se mostrar potente. A pessoa que oculta, sabe que o ato é equivocado, daí a necessidade de esconder tal fato do parceiro.

O ocultamento de compras ou dívidas demonstram a vontade de proteger o patrimônio ou parceiro(a). No entanto, ambos os casos apontam para uma falha na confiança. Importante é entender que esta desconfiança não ocorre porque o parceiro traído tenha quebrado esta confiança em um outro momento. Às vezes a pessoa que trai tem um histórico de vida que fez com que ela visse as pessoas com desconfiança, mesmo não existindo evidências para isto.

Os homens não deveriam esconder ganhos extras da esposa. É preciso ser franco e verdadeiro e, caso tenha vontade de economizar, deve expor a situação para que a mulher entenda e colabore.

O mesmo princípio de transparência vale nos casos em que o compulsivo é o homem, e a mulher é a mais “mão de vaca”. Quando o marido e a mulher tomam cuidado com os gastos e têm consciência das obrigações de responsabilidade, tornam possível uma relação mais tranquila com o dinheiro, e impedem que problemas como a traição financeira aconteçam entre quatro paredes.

Caso descubra que está sendo traído financeiramente o primeiro passo é estabelecer um jogo aberto, sem acusações ou agressividade. “O parceiro traído precisa entender as razões que levaram à traição financeira. Lógico que esses motivos podem ser infundados, mas será de grande importância se o parceiro traído conseguir compreender os medos que motivaram a traição”, declara o psicoterapeuta Alexandre Mattos.
Claro que o processo não é tarefa fácil, pois a desconfiança pode abrir uma ferida grande. A partir desta crise, e até mesmo em função dela, podem-se abrir, porém, novas oportunidades de se construir uma relação de confiança mais sólida. A pessoa que traiu, percebendo a tentativa do outro em dar uma nova chance, pode se arriscar mais e confiar mais. “O parceiro traído não deve, a meu ver, exercer uma função de controle detetivesca, pois isso fará com que os medos da pessoa que trai aumentem”, completa Alexandre.

A pessoa traída deve também se perguntar em que medida ela pode ter contribuído para isso. Um problema que surge no casal diz respeito aos dois envolvidos. Confiança é uma construção e não algo já dado. Saber até que ponto pode se confiar no parceiro é uma tarefa que envolve tentativas, erros e acertos.

Só não se pode seguir escondendo as compras e dívidas, porque a chance de um divórcio aumenta com essa traição financeira. Segundo a pesquisa da Forbes, 16% dos casais que sofreram com esse tema, acabaram se separando.

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